Não fomos nós que escolhemos cultivar as amizades via Face, Instagram ou Linkedin, construindo inúmeras redes e grupos de relacionamento?
Não resolvemos que as conversas agora seriam por whatsap ou por chats, mesmo estando nos bares, restaurantes, teatros, shows, passeios?
Não optamos por nos reunir mais por videoconferências, salas online do que presencialmente, evitando muitos deslocamentos e as desgastantes viagens?
Não criamos as plataformas digitais de aprendizagem isoladas e focadas de EaD sem aqueles convívios chatos dos colegas de classe?
Não lamentamos sempre que as nossas casas se tornaram apenas em lugares de pernoites em que não há mais possibilidade de convivência familiar?
Não nos queixamos sempre de que não há mais tempo pra gente ler, estudar, ver filmes, ouvir música em casa?
Então... ironia do destino ou feitiço contra o próprio bruxo, agora estamos todos em casa! E estamos reclamando por quê?
Qual é o papel da escola? “Para que servem as escolas”? Eis uma intrigante questão levantada pelo Prof. Lauro de Oliveira Lima (Petrópolis, Ed. Vozes Ltda.). Pensam alguns que compete a escola somente transmitir conhecimentos. Com um trabalho enfaticamente conteudista, houve um tempo em que os professores eram até confundidos com “enciclopédias ambulantes”. Felizmente, este tempo passou! Hoje, por exemplo, respeitam-se as habilidades e inteligências dos alunos, os currículos priorizam a formação integral da pessoa, os conteúdos são inter ou multidisciplinares, a aprendizagem acontece de forma interativa, o ensino é híbrido e as salas invertidas ou gameficadas . Mais do que transmitir conhecimento, a escola é um espaço que fomenta a aprendizagem para toda a vida. Na vivência escolar, o educando aprende a responder aos desafios da vida preparando-se para as suas tomadas de decisões. Assim, a criança inicia um processo de socialização desde a mais ...

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